segunda-feira, 30 de abril de 2012

Música de Big Sky

   Todo santo dia, eu escutava a rádio Eagle em Big Sky. Desde que voltei ao Brasil em 2007, volta e meia eu procuro pela rádio no Google, e nada. Não havia transmissão online.

   Hoje, 30 de abril de 2012, finalmente, pude novamente ouvir a rádio! Estão transmitindo por internet (não pesquisei, mas quero acreditar que começaram a transmitir agora e não foi trapalhada da minha parte não ter encontrado antes). Enquanto o link carregava, torci com o coração para que as vinhetinhas e tipos de propaganda fossem os mesmos. Depois de ouvir um pouco, vi que eram. E a seleção de músicas permanece: rock clássico. Uma coisa fantástica.
   Então, pra quem quiser saber qual é a trilha sonora da vida do intercambista de Big Sky, fica a dica: Rádio Eagle

terça-feira, 13 de março de 2012

O Apanhador no Campo de Centeio

__No filme "Teoria da Conspiração", o personagem principal, interpretado por Mel Gibson, comprava o livro "O Apanhador no Campo de Centeio" sempre que entrava numa livraria ou loja. Dizia fazer isso para se sentir normal. Porém, mesmo tendo várias cópias do livro, nunca o havia lido.
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-____________________Teoria da Conspiração
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__Por dez anos depois de ter assistido ao filme, ouvi falar poucas vezes do livro. Uma amiga brasileira me dissera que era um clássico americano, mas não entendia o porquê.
__Em 2010, lá estou eu em viagem de turismo nos Estados Unidos pela segunda vez, ficando na casa de uma querida família. Havia acabado de ler "2001 - A Space Odyssey", e pedi que me levassem a uma livraria local para comprar mais um livro.
__Chegando na loja, não sei porquê, lembrei do Apanhador. Mas e aí? Como dizer "O Apanhador no Campo de Centeio" em inglês? Quando vi o filme, era dublado. Nas aulas que tive de inglês, nunca aprendi a falar "apanhador" nem "centeio". E essas palavras nunca tinham aparecido em seis anos de conversas com americanos. Já existiam pessoas com smartphones, mas eu não era uma delas, e acreditava que jamais teria um. Fosse hoje, a coisa se resolvia em segundos consultando o tradutor do Google.
__Cheguei para a amiga que me acompanhava na livraria, a Mandy, e disse:
__-Você se lembra daquele filme do Mel Gibson? Teoria da Conspiração, eu acho...
__-Sim, eu lembro.
__-Então... como era o nome do livro que ele sempre comprava, mas nunca lia?
__-Crap.. eu não me lembro.
__-Eu acho que a primeira palavra do livro é "get". Ou então... como é que se chama uma pessoa que "get" alguma coisa?
__-I don´t know.
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_________________________Mandy
__)
Tivemos que perguntar para o atendente da loja, se ele se lembrava do filme do Mel Gibson, em que tinha um livro, etc, etc, etc... O atendente foi para o Google, e voltou com a resposta.
__-The Catcher in the Rye.
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__Quando voltamos para a casa da Mandy, o pai dela, que vinha lendo os mesmos livros que eu, foi logo me perguntando:
__-Que livro você comprou?
__Eu quis contar a história desde o começo:
__-Então, eu não sabia o nome do livro que eu queria. Eu achava que começava com "get"...
__-Já sei: The Catcher in The Rye.
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__Como gostei desse livro! Se tivesse que resumi-lo, diria que é sobre o desafio de interagir com uma mente que se fecha. Eu já conversei - e você também já deve ter conversado - com alguém que me parece um imbecil. Em uma conversa dessas eu penso: "o que esse imbecil está pensando?" Esse livro oferece, entre outras coisas, esse vislumbre: o que deve se passar na cabeça de uma pessoa que parece um imbecil. Entendo que a história está carregada de significado, e, por isso, proponho ao leitor que se entendiar com a conversa juvenil do protagonista: leia até o fim, com muita atenção.
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A Mandy me contou depois que a lenda em torno do livro é que quem o lê pode ter seu assassino interior despertado. Só mais de dez anos depois de ter visto o filme foi que entendi: o Mel Gibson sempre comprava o livro porque queria lê-lo e provar para si mesmo que não era um assassino. Mas, na hora de ler, desistia, porque tinha medo de ser um assassino afinal.