sábado, 16 de junho de 2007

Psicologia educacional

__Eram 10:00pm. Eu era o único empregado da recepção do Huntley Hotel trabalhando naquele turno. Àquela altura da noite de Big Sky, não se via pessoas circulando em nenhum ponto do resort. Com a maioria dos hóspedes dentro dos quartos se preparando para dormir, meu trabalho se resumia a atender seus telefonemas pedindo toalhas limpas, travesseiros extras, pacotes de café e umidificadores de ar, que eram providenciados pelos camareiros.
__Contando os minutos para encerrar o expediente e ir descansar, vejo alguém deitado na frente do elevador que ia até os quartos dos andares superiores. Era uma pessoa negra enrolada em um cobertor. Meu primeiro pensamento foi uma lembrança dos desabrigados de Porto Alegre que vejo dormindo no chão ao ir da faculdade para casa. Mas a minúscula Big Sky de apenas 1221 habitantes não tem desabrigados (confira mais estatísticas de Big Sky clicando aqui). Além disso, o resort ficava no alto de uma região de montanhas, a vinte minutos de carro da área residencial da cidade. De onde viria um mendigo? E como ele passara pelos bellmen que guardam a porta do hotel? E desde quando ele estava deitado na frente do elevador sem ninguém notá-lo?__
__Saí da recepção e fui até a entrada do elevador. Percebi que quem deitava ali era uma criança de uns dez anos que estava chorando.
__-Com licença, garoto. O que aconteceu? Por quê você está chorando?
__Ele respondeu entre soluços:
__-Eu fui expulso do meu quarto.
__-Quem te expulsou?
__-A minha mãe.
__-A sua mãe vai passar a noite aqui no hotel?
__-Sim, e ela não me deixa voltar.
__-Por que não?
__Ele ergueu os ombros, dando a entender que não sabia.
__Fui até um bellman que andava por perto e perguntei se ele sabia algo sobre aquele menino. Ele disse que não. Pedi que ele esperasse eu falar com alguém da família do garoto antes de tentarmos fazer qualquer coisa. Fui novamente até à criança e ela me disse o número do quarto em que a sua família estava. Voltei à recepção e fiz o telefonema. Uma mulher atendeu:
__-Alô?
__Falei pausadamente e tentando ser simpático, usando a entonação de voz que eu usaria se tivesse telefonado para saber se a hóspede estava aproveitando bem a estadia e se o quarto era confortável o bastante:
__-Alô. Desculpe incomodá-la a essa hora da noite, madame. Temos um garoto enrolado em um cobertor na frente do elevador e ele diz que ele foi expulso do seu quarto. Isso é verdade?
__Ela apenas confirmou, com uma voz amigável que eu esperaria de um cliente satisfeito:
__-Sim, é verdade.
__-O que aconteceu?
__-Ela respondeu suavemente, depois de um longo suspiro:
__-Bem, ele é um amigo do meu filho. O garoto estava completamente fora de controle, pulando, gritando e fazendo bagunça. Eu tive que expulsá-lo do quarto.
__-Entendo. E quando ele pode voltar?
__Ela deu mais um longo suspiro e disse, agora demonstrando cansaço:
__-Bem, ele pode voltar quando quiser.
__Saí da recepção e fui novamente até o garoto:
__-Ei, o pessoal do seu quarto disse que você já pode voltar.
__Ele se levantou, entrou no elevador e se foi.
__No fim, fiquei sem saber se o garoto mentira ao dizer que a hóspede daquele quarto era sua mãe ou se ele era realmente filho da senhora com quem falei pelo telefone, que não teria assumido o parentesco pela vergonha de ter expulsado o próprio filho do seu quarto de hotel.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Tetas do Brasil

__Um americano de uns 45 anos chega bêbado no balcão de hotel onde eu trabalho e pede:
__-Senhor, você pode me dar um recibo pelo que eu já gastei aqui no hotel?
__-Sim.
__Ele olhou o meu crachá, que dizia o meu país, e perguntou, todo animado:
__-Você é do Brasil?
__-Sim.
__-Brasil, futebol, Rio...
__-Isso.
__-Carnaval...
__-É.
__-Tetas! Eu gosto das tetas!
__Eu devo ser uma decepção completa para um americano bêbado que se emociona ao ver um brasileiro. Não jogo nem assisto futebol, nunca estive no Rio de Janeiro, não gosto de carnaval e, felizmente, não tenho tetas.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Garotas fáceis

__Se você tem o hábito de ler os posts deste blog para os seus filhinhos dormirem, saiba que hoje não é o dia certo para se fazer isso. Tirem as crianças de perto porque lá vem baixaria. Meu objetivo é retratar com fidelidade as experiências de um intercâmbio cultural. Por isso, não posso suavizar o teor dos diálogos que ouço e que aqui reproduzo.
__Eu trabalhava no meu novo emprego, o terceiro, na recepção do Huntley Hotel, quando se aproximaram do balcão uma garota de uns dezesseis anos e uma de uns vinte e três. Elas queriam falar com um dos meus colegas, que vou chamar de Dude.
__-Dude, tem gente aqui querendo falar com você.
__Naquela tarde, trabalhávamos só nós dois. Ele foi falar com as meninas e eu fui me sentar na sala ao lado da recepção, de onde eu podia atender os telefonemas. Pouco depois, ele me chamou.
__-Renan, olha isso!
__Levantei e fui até o balcão.
__-O que foi?
__-Elas têm fotos de vagina no celular!
__As duas olhavam para o Dude e lhe davam sorrisos com pitadas de pimenta. Fiquei sem entender nada. O Dude estava com o celular aberto na sua mão. A mais velha falou:
__-A gente estava num acampamento com várias amigas e resolvemos tirar essas fotos. Mas essas vaginas não são nossas. São das amigas.
__Novos hóspedes se aproximaram da recepção e as meninas saíram quietas. Pouco depois, quando não havia mais ninguém por perto, falei com o Dude:
__-Cara, o que está acontecendo? Elas são suas amigas?
__-Não. Elas são hóspedes. Acabaram de chegar. Eu não conheço.
__-Você estava falando sério? Elas estavam te mostrando fotos de verdade?
__-Sim! Mas eu acho que eram as vaginas delas mesmo!
__Enquanto falávamos, elas apareceram de novo, agora de biquini. A mais velha chamou o Dude pelo nome:
__-Dude, vamos nadar nós três?
__-Hehe! Eu não posso. Estou trabalhando.
__-Ah! Vamos lá!
__Eu assistia a tudo de longe. Como homem comprometido, fiquei o tempo todo distante do fogo das duas. A mais velha tentou me trazer para o jogo:
__-Ei! Você é o gerente?
__-Não, eu não sou o gerente.
__-Você é do Brasil?
__Maldito crachá!
__-Sim.
__-Que língua você fala?
__-Português.
__-A gente é do Canadá. Sabia que eu posso falar lituânio?
__-É mesmo?
__-Sim. Escuta isso.
__Ela falou algo que, obviamente, não entendi.
__-O que isso significa?
__Ela respondeu controlando um sorriso no canto da boca.
__-Hum. Não posso te dizer. Você não acha que o Dude pode ir nadar com a gente?
__-Acho. Dude, vai lá.
__A mais nova não abria a boca, mas o olhar dela para o Dude era um convite erótico: olhos sempre semi-abertos, uma sobrancelha erguida e um sorriso abrindo e fechando.
__-Viu, Dude? Ele disse que você pode ir.
__É claro que eu estava brincando, e o Dude sabia disso. Ele falou:
__-Não vai dar não. Talvez outro dia.
__As duas saíram. Menos de uma hora depois elas estavam de volta.
__-Dude, a água estava uma delícia. Estávamos só nós duas. Você tinha que estar lá.
__Conforme a tarde avançava, mais e mais hóspedes chegavam no hotel e ocupavam a recepção. Enquanto trabalhávamos, as duas circulavam pelo lobby olhando para o Dude.
__No dia seguinte, as duas continuaram o ataque. Eu e o Dude trabalhávamos sozinhos e elas vieram ao balcão. Como sempre, era sempre a mais velha quem falava, enquanto a mais nova se oferecia com os olhos:
__-Dude, você lava as suas próprias calças?
__-Sim.
__-Que coisa de gay! Ei, você!
__Agora ela estava falando comigo.
__-Sim?
__-O que você acha de ele lavar as calças dele? Você não acha isso gay?
__-Não.
__-Você não acha que ele tinha que ir nadar com a gente?
__-Sei lá.
__Naquela noite, o Dude não resistiu. Terminado o expediente, ele foi atender o pedido das suas hóspedes, depois do que nos cruzamos no lobby.
__-Renan! Nadei com as meninas.
__-Putz! O que foi que aconteceu?
__-Elas só me abraçaram. Tinha muita gente na área.
__Na tarde do dia seguinte, eu estava entrando no hotel quando a mais nova parou na minha frente com um papel na mão:
__-Você pode entregar isso para o Dude?
__-Sim.
__-Se bem que... melhor não. Deixa que eu mesma entrego.
__Mais tarde, entro na recepção para começar a trabalhar e o Dude está todo risinho.
__-O que foi, cara? O que tinha naquele bilhete?
__Ele me entregou o papel, que dizia:

Dude, temos que confessar. Tivemos que ficar perto de você esse tempo todo porque não conseguíamos parar de olhar para o seu saco!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Terceiro emprego

__O resort organizou uma palestra na qual deveriam comparecer todos os seus empregados que trabalhavam com o público. Como vendíamos ingressos lidando diretamente com os visitantes da estação de esqui, eu e o João tivemos que dar as caras.
__O que víamos era uma palestra motivacional. O João estava sentado do meu lado direito. Quando me virei para ele para comentar sobre o que estávamos ouvindo, ele já estava com a cabeça jogada para trás e com a boca aberta. Poucos minutos depois ele começou a roncar. Então a Fernanda entrou no auditório, sentou do meu lado e me perguntou se eu ainda estava procurando por mais um emprego.
__Ela me contou que o Front Desk (recepção) do Huntley Hotel estava contratando novos funcionários. Eu já tinha o meu emprego no Ticket Sales, o emprego na recepção do Mountain Inn e estava procurando por um terceiro para tentar fazer algum dinheiro e comprar alguns eletrônicos. Um emprego na recepção do Huntley era tudo o que eu podia querer, pois, além da grana garantida, eu poderia praticar o inglês mais do que nunca.
__Na manhã seguinte eu já estava no Front Desk do Huntley pedindo para falar com o gerente. Apareceu um rapaz que eu já conhecia de uma "festa de frango" onde fui com o João e o Miguel. Festa de frango era como esse gerente americano e seus amigos chamavam as reuniões na sua casa, em que quilos de frango eram fritos e devorados.
__-Sim?
__-Eu fiquei sabendo que vocês publicaram no jornal do resort que vocês estão precisando de gente para trabalhar aqui.
__-Sim.
__-Pois é. Eu trabalho no Ticket Sales e também no Front Desk do Mountain Inn, então eu acho que eu posso conseguir trabalhar bem aqui. Eu estou interessado na vaga.
__Estávamos conversando de pé, cada um de um lado do balcão no lobby do hotel, enquanto os hóspedes andavam para lá e para cá. Ele tinha as mãos nos bolsos e me olhava diretamente nos olhos.
__-Quais são os seus horários no Ticket Sales?
__Ele falava muito rápido.
__-Eu trabalho de terça a sábado, das 8 às 2 da tarde.
__-De onde você é?
__O "where are you from" dele tinha saído tão rápido que parecia mais um gemido.
__-Eu sou do Brasil.
__-Quanto você gosta dos Estados Unidos?
__Eu estava feliz por ter entendido essa última pergunta, que estava totalmente fora de contexto e que ele pronunciara tão rapidamente e filhadaputamente.
__-Bem, eu amo os Estados Unidos.
__-Ok. Eu tenho que falar com o Jan antes de te contratar. Não quero complicar a vida dele.
__-Ok. Eu vou falar com ele também.
__-Ok.
__Jan era o meu chefe no Ticket Sales. Se eu fosse contratado pelo Front Desk, minhas horas trabalhadas lá seriam somadas com as horas trabalhadas no Ticket Sales e o resort teria que me pagar horas extras. Por isso deveríamos conversar com ele. Eu fazia 32 horas por semana no primeiro emprego. Precisaríamos combinar uma escala de horários nos dois empregos para que eu não fizesse muito mais do que 40 horas por semana.
__Engraçada a rapidez com que se negocia emprego nessa cidade. Há menos de um mês, eu conseguira meu emprego no Mountain Inn numa conversa de menos de um minuto no lobby com o gerente da recepção. Agora a história se repetira. Pode ser difícil encontrar a vaga desejada. Mas, quando o candidato está no lugar certo e na hora certa, os contratantes gostam de jogo rápido.
__Antes de ir para o escritório do Jan, resolvi dar uma passada no Recursos Humanos para me informar sobre como funciona ter dois empregos no resort. Do Front Desk onde eu estava até o RH não se perdia nem um minuto.
__Chegando no RH, vi o secretário falando no telefone. Assim que ele desligou, ele me falou:
__-Renan, você está aqui para falar sobre a sua transferência, né?
__Agora eu estava duplamente impressionado. Em 1 minuto eu conseguira um emprego novo. No minuto seguinte, durante minha caminhada até o RH, o gerente que acabara de conversar comigo já havia colocado a papelada em andamento e informado o homem que estava na minha frente sobre o que estava ocorrendo.
__Na noite seguinte, visitei o João no seu quarto, onde também morava a sua namorada, a Giselle, que era empregada do Front Desk onde eu começaria a trabalhar em breve. Ela já tratou de me dizer o que seus colegas andavam falando sobre a minha contratação. Contou-me que o seguinte diálogo ocorreu entre o gerente que me contratou e sua superior:
__-Contratei um estudante para o Front Desk hoje.
__-E ele é bom mesmo?
__-Bem... eu fiz as perguntas mais esquisitas para ele em inglês, falando o mais rápido que eu pude, e ele entendeu tudo.
__Fiquei muito contente com o emprego novo. Desde meus primeiros dias no resort, eu passava pelo Front Desk e desejava ter um inglês bom o suficiente para trabalhar ali. Imaginei-me várias vezes conversando com o gerente e pedindo o emprego, mas aquele lugar era só para quem dominava o inglês a ponto de poder conversar agradavelmente com o cliente, sem sufoco. Eu via aquela recepção como algo que eu só alcançaria depois de anos de aperfeiçoamento e dizia para mim mesmo que um dia eu falaria a língua tão bem quanto os americanos dali. Agora, eu estava entre eles.

Alexis, trabalhadora americana do Front Desk, que também dá aula de esqui para crianças junto com o Dan, o americano pronto para a guerra e que usa caixa de cerveja como chapéu. Ao fundo, um quadro em que um urso ataca um senhor que está assando uma carne. Na base do quadro está escrito "adivinhe quem veio para o jantar".

Falta de tato

__Eu tinha encerrado meu expediente no Ticket Sales e esperava pelo Dan na cafeteria. Havíamos combinado de pescar naquele dia. Enquanto eu o aguardava, apareceu o meu conhecido da Colômbia e começamos a bater papo.
__Falei para o Dan quando ele apareceu:
__-Dan, esse é o meu amigo da Colômbia.
__O Dan se virou para ele e disse:
__-Colômbia? Você tem cocaína aí para mim?
__O Dan achou a sua piada muito engraçada, mas a cara do colombiano mostrava que ele não tinha gostado nem um pouco. Ele deu uma risadinha com um rosto irritado de quem diz "mas que palhaço" e saiu dali.
__Já no carro com o Dan a caminho do rio, falei:
__-Que mancada você deu com o colombiano, hein?
__-Por quê?
__-É a primeira vez que você fala com ele e você mostra que a única coisa que você conhece sobre o país dele é cocaína?
__-Nossa! Não tinha me dado conta. Ual... eu... nossa, Renan! Por que você me disse isso? Estou me sentindo muito mal agora. Merda! Americanos não pensam!
__No dia seguinte eu conversava com o Dan no nosso quarto quando ele disse:
__-Renan, hoje eu procurei pelo colombiano para pedir desculpas. Eu estava me sentindo mal e tive que ir atrás dele.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Aula sobre as mulheres

__Saindo do hotel onde eu trabalhava naquela noite, vi um senhor de uns sessenta anos deitado de costas na neve. Ele apertava as duas mãos contra o peito e gemia de dor, fazendo uma cara terrível. Era quase meia-noite e não havia ninguém por perto. O resort estava escuro e deserto. Aquele homem rolava para um lado e para o outro. Corri na direção dele.
__-Senhor! O que está acontecendo?
__Ele tirou as duas mãos do peito e me olhou, trocando a careta por um sorriso e parando de rolar para os lados
__-Ah, não se preocupe! Eu só estou fazendo um quente e frio.
__-Um o quê?
__-Quente e frio. É que eu tenho muita dor nas costas. Se eu vou no médico, ele me receita um monte de remédio caro. Então o que eu faço é usar a medicina dos sábios. Eu tomo um banho quente de banheira no hotel, depois corro para cá e deito com as costas na neve. Quente e frio. Funciona, sabe? Por que é que eu deveria pagar por uma consulta quando eu posso fazer isso de graça?
__-Entendo.
__-Você deveria tentar, sabe? Quente e frio sempre funciona.
__-Eu sei como é. Eu sou do Brasil e agora estou em Montana. Estou fazendo quente e frio.
__-Exatamente! Deixe-me perguntar: você é o segurança?
__-Não. Eu só estava passando aqui para ir para casa.
__-Ah bom. Obrigado por ter se preocupado comigo. Você tem gostado dos Estados Unidos?
__-Sim. A gente aprende muita coisa vindo para cá e conversando com as pessoas.
__-Pois é! Sabe, eu tenho trinta anos de casado e acho que posso ensinar alguma coisa. Lembre-se sempre disso: todas as mulheres, todas elas, sem exceção, são pelo menos dez vezes mais inteligentes que nós. Não adianta você querer mentir para elas, porque você vai se dar mal. Elas sempre sabem quando a gente está mentindo. Lembre-se sempre disso.
__-Pode deixar.
__-E tem mais: quando elas estiverem furiosas, concorde com tudo o que elas disserem. Tudo! Elas estão sempre certas. Mas o mais importante é você saber que elas são mais espertas. E elas gostam de ser tratadas com carinho e respeito. Diga "eu te amo" sempre que você puder.
__-Ok.
__-E mais uma coisa: só diga que você odeia uma coisa quando você realmente odiar essa coisa do fundo do seu coração.
__-Vou me lembrar.
__-Isso.
__-Senhor, eu preciso ir ou vou perder o meu ônibus.
__-Ok. Gostei de conversar com você.
__-Obrigado pelas dicas.
__-De nada. Às vezes eu sou uma fonte de informação e às vezes eu sou uma fonte de desinformação.
__Moral da história: quanto mais vezes você parar para ajudar homens que parecem estar correndo risco de vida, mais você aprenderá sobre as mulheres.

Atrasando de novo

__Estive viajando durante toda a última semana e fiquei sem internet na maior parte do tempo. Mas um novo post sairá nos próximos minutos!