sexta-feira, 18 de maio de 2007

O maior frio da minha vida III

__A caminhada entre o mercado Hungry Moose e o alojamento Golden Eagle leva vinte minutos. O ônibus demoraria trinta minutos para aparecer, então resolvi ir para casa andando.
__Saí do mercado e, depois de quatro minutos, eu percebi que tinha cometido uma estupidez. Quando o vento me pegou de frente pela primeira vez, eu senti uma dor infernal nos olhos. Eles estavam fechados, mas o frio encontrava neles uma porta para se espalhar profundamente. Era como se eu tivesse engolido de uma vez uma bola gigante de sorvete. Eu sabia que deveria andar pelo menos mais dezesseis minutos para chegar em casa, o que eu não seria capaz de fazer. Para voltar ao mercado seriam apenas quatro minutos, o que também me parecia uma caminhada eterna. Aquela temperatura me fazia sentir estar perdendo dolorosamente as mãos. Se eu as deixasse abertas, elas esfriavam rapidamente. Se eu mexesse os dedos para fechá-las, era como se eu as tivesse cortando com facas. Se eu as colocasse nos bolsos da jaqueta eu me assustava, pois, de alguma forma, eles estavam mais gelados do que o lado de fora.
__Dessa vez eu não agüentaria o tanto que agüentei no teleférico quando tivemos uma tempestade (ver post "o maior frio da minha vida II"). A temperatura estava certamente muito mais baixa do que naquele dia.
__No momento em que desisti de andar até o alojamento, um carrão parou na minha frente e buzinou. Fui até ele. No volante, uma senhora de uns sessenta anos, de cabelos louros e bem magra.
__-Entra aí!
__-Ok. Obrigado!
__O carro estava bem quente. Eu estava salvo.
__Ela falava enquanto dirigia:
__-Para onde você está indo?
__-Golden Eagle.
__-Vou deixar você na porta. Só vou passar no correio antes. Você está com frio?
__-Sim. Isso não existe no Brasil.
__Ela gargalhou.
__Paramos no correio, há uns seis minutos de caminhada do Golden Eagle.
__-Eu posso descer aqui se você quiser, senhora.
__-Não. Pode esperar aí. É rapidinho.
__Assim é a confiança do povo de Big Sky. Ela deixou um estranho sozinho no seu carrão por dois minutos, ao lado da sua bolsa.
__Voltando ao carro ela disse:
__-Estão falando em -45 F para a próxima semana.
__-Prefiro não saber quanto é isso em Célcius.
__Ela me deixou na porta do alojamento como prometeu.
__-Muito obrigado mais uma vez, senhora.
__-De nada.
__-Qual o seu nome?
__Seu rosto me disse que ela não entendeu a razão da minha perguna.
__-Martha.
__-Nice meeting you.
__-Yours?
__-Renan.
__-Como?
__-O R tem som de H...
Vista da base da montanha. O alojamento próximo ao centro da foto é o Golden Eagle. A última estrada na parte de cima da foto é a que leva ao Hungry Moose.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Bem vindos, brasileiros!

__Uma velhinha se aproxima da minha janela do Ticket Sales e me pergunta:
__-De onde você é?
__-Eu sou do Brasil.
__-Oh! Obrigado por terem vindo até aqui! Vocês do Brasil são muito bem vindos. Você conhece o David?
__David era um empregado brasileiro do Guest Services que checava ingressos.
__-Sim, eu conheço.
__-Ele é muito querido, não é?
__-É sim.
__-Eu adoraria ir ao Brasil! Aquele lugar é lindo! Simplesmente... lindo!

terça-feira, 15 de maio de 2007

O maior frio da minha vida II

__Esse post é continuação do post "O maior frio da minha vida".
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__O resort estava parado no dia 10 de janeiro, pois os estudantes estavam voltando às aulas. Quando havia poucos skiers, ninguém me chamava para trabalhar checando ingressos no frio. Na manhã daquele dia, eu já sabia que o resort estaria calmo e saí de casa sem grandes proteções: bota impermeável, calça térmica, calça de moleton, calça jeans, camiseta térmica, camiseta de manga comprida, duas blusas de lã e uma jaqueta de couro.
__O expediente no Ticket Sales foi uma vagabundagem. Às dez horas, ninguém mais queria comprar ingressos. Já era quase hora de ir embora quando o Miguel me disse:
__-Renan, vai lá no Pinnacle hoje. Eles estão contratando.
__Eu vinha procurando por um segundo emprego já fazia umas duas semanas. O Miguel fora no restaurante Pinnacle durante a manhã e o entrevistador lhe dissera que ele precisaria de mais empregados.
__O Pinnacle era um restaurante que ficava em cima de uma montanha. A única forma de se chegar lá durante o dia era pegando um teleférico.
__Saí do trabalho e fui direto para o teleférico. Chegando ao topo, eu era o único ser vivo sem esquis. Andei até o restaurante e pedi para falar com alguém do departamento de recursos humanos. Um rapaz apareceu, conversou comigo sobre meus horários no Ticket Sales e então me disse o que eu deveria fazer para conseguir a vaga: ir até o resort Spanish Peaks e falar com um senhor chamado Robert Jinny.
__Ok! Havia subido a montanha à toa. O Miguel deve ter tido a sorte de conversar com alguma outra pessoa que lhe complicou menos a vida. Só me restava descer e dar um jeito de ir ao Spanish Peaks, para onde não havia nenhum ônibus.
__Antes de voltar para a base da montanha, entrei na cabine da operadora do teleférico para lhe dizer que eu iria descer. É que não é permitido se descer a montanha pelo teleférico. As pessoas obrigatoriamente têm que descer a montanha esquiando.
__-Colega, eu sou empregado do Big Sky e tive que subir aqui para fazer uma entrevista no Pinnacle. Estou sem esquis. Vou descer pelo teleférico, ok?
__-Você não pode descer de teleférico agora.
__-Por que não?
__-Só depois das quatro da tarde.
__-Eu sou empregado do Big Sky e já desci de teleférico antes. Por que não posso descer agora?
__-É a norma.
__-Mas eu só subi para ir rapidinho no restaurante.
__-Mesmo assim. Eles estão proibindo os empregados de descer pelo teleférico porque o teleférico é para os clientes e não para os empregados.
__-Tem certeza que vão me deixar descer depois das quatro?
__-Sim, eu prometo.
__Eram três da tarde. Quando eu subira a montanha ninguém me avisara que eu não poderia descer. Agora eu deveria desfrutar o delicioso prazer de ficar ali parado por uma hora, vendo as cadeiras do teleférico descendo vazias para a base da montanha.
__Voltei ao restaurante para esperar sentado. De repente, o céu ficou preto. O vento fazia um barulho alto. A neve caía do céu, mas também vinha dos lados e de baixo, pois o vento a levantava do chão. A coisa só piorou até o relógio mostrar quatro horas.
__Do caminho do restaurante até o teleférico eu quase congelei. O vento me empurrava com tudo para o lado. Entrei na cabine da operadora e pedi para descer, e ela me disse que eu deveria esperar pela cadeira 29. Eu estava sentindo muito frio, mesmo ali dentro da cabine aquecida. Três empregados do Pinnacle apareceram para descer de teleférico também. Eles batiam papo enquanto eu começava novamente naquele processo de sofrer o frio com a alma.
__Quando eu saí da cabine para pegar a maldita cadeira 29 que havia chegado, um vento bateu e eu senti o maior frio da minha vida (eu sei que já disse isso antes). A neve que caía era grossa. Cada floco tinha o tamanho de uma moeda.
__Todos os três que se sentaram na cadeira comigo estavam com jaqueta especial de esqui, menos eu. Todos estavam com calça especial de esqui, menos eu. Todos estavam com óculos especial de esqui, menos eu. Todos estavam com luvas, menos eu. Todos estavam de capuz, menos eu.
__Um dos colegas disse:
__-Meu Deus! Nunca senti tanto frio!
__Queria que ele soubesse como era sentir aquele frio com as roupas que eu vestia.
__O vento só aumentava. Aquela viagem até a base da montanha levaria pelo menos seis minutos. O mais preparado dos colegas me passou um capuz e disse:
__-Vista isso.
__-Obrigado.
__Aquele capuz servia para proteger a parte de cima da cabeça. Mas eu puxei o capuz até o queixo. Os colegas do lado disseram:
__-Boa idéia! Vamos fazer isso.
__O rapaz que me emprestou o capuz disse:
__-Isso. Vocês não vão enchergar nada, mas eu aviso vocês quando chegarmos.
__Na última vez que eu tivera que descer de teleférico, eu sentira tanto frio que eu começara a pular e gritar na cadeira. Os meus companheiros estavam fazendo exatamente isso agora. Mas eles estavam com roupas especiais e eu estava com a minha roupa de todos os dias. O frio e a dor que eu sentia em cada parte do meu corpo eram tão fortes que eu já não conseguia nem gritar, nem pular. Eu sentia que estava ficando louco. Quando o vento acalmava um pouco, eu desejava ardentemente que parasse por completo. Então vinha uma rajada que nos pegava de frente. Os companheiros gritavam e eu pensava que ia morrer.
__Depois de uma eternidade, o rapaz que não havia escondido os olhos com o capuz disse:
__-Pessoal, estamos chegando. Tirem o capuz.
__Coloquei a mão no meu capuz. Puxei-o para cima, mas ele pareceu não se mexer. Puxei com mais força e nada. Comecei a puxá-lo repetidamente, cada vez com mais força, mas era inútil. Então eu percebi que não era o capuz que eu estava segurando, e sim algo mole. Aquilo era uma borracha macia colada na minha cabeça. Continuei tentando puxar, mas de nada adiantava.
__Já devíamos estar quase no chão e eu ainda não enxergava nada. Só quando eu soltei a coisa mole que estava segurando eu entendi o que acontecia. Eu não estava segurando o capuz, e sim a pele do meu pescoço! Eu enfiara as unhas na minha própria pele e não sentira nada. Eu passara o tempo todo tentando arrancar meu papo.
__Finalmente tirei o capuz. Quando pisei no chão, vi à minha frente uma fogueira a trinta metros e o shopping a vinte metros. Resolvi correr até o shopping ao invés de correr até a fogueira, que, obviamente, seria mais útil para me aquecer. É que para chegar até ela eu precisaria passar mais uns três segundos no frio, o que eu não estava disposto a fazer.
__Uma vez no shopping, corri para o banheiro. Lá dentro, coloquei as mãos debaixo do ar quente onde se seca as mãos. Só depois de uns vinte segundos eu fui capaz de gritar de novo e de falar todos os palavrões que eu conhecia.
__Agora eu estava me sentindo como na primeira vez que tive que descer a montanha, quando gritava e pulava de dor. Parecia que eu tinha brasas circulando dentro das minhas mãos e que eu estava pisando numa chapa quente. Lá estava eu pulando, gemendo e me debatendo novamente. Mas essa sensação ainda era muito melhor do que a que eu sentira há um minuto no teleférico, quando a dor era tanta que eu nem podia gritar.

Atendimento profissional ao cliente

Obviamente, isso foi uma brincadeira. Não havia nenhum cliente na janela.
Esse é o primeiro vídeo do blog onde eu sou o personagem principal!
Abaixo, a tradução do que eu disse:
-O quê? O que você quer? Um ingresso? Não! Não tem nenhum ingresso aqui pra você. Por quê? Porque... eu vou te falar, cara! Eu não vou com a sua cara. Agora dê o fora daqui. Viu? É isso que você tem que fazer com esse tipo de cliente, cara! É...

Se o visto expira em abril, como eu posso ficar nos Estados Unidos até maio?

O que define o tempo que o estudante pode ficar nos Estados Unidos não é o visto, e sim o I-94. Para mais informações sobre o I-94, clique aqui.
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Quanto dinheiro levar para passar o primeiro mês nos Estados Unidos?

__No mínimo US$ 800. O estudante provavelmente não gastará tudo isso, mas é bom estar preparado para imprevistos. Pode ser necessário se desembolsar algum dinheiro para se pagar por consultas médicas que só são reembolsadas mais tarde pelo seguro saúde. Também pode acontecer de o estudante não gostar da moradia oferecida pelo empregador e ter que pagar um depósito para alugar uma casa ou um apartamento. O estudante também pode ter algum problema com a companhia aérea que o levaria de uma cidade americana a outra e precisar pagar por uma nova passagem. O fato é que se o estudante ficar sem dinheiro nos Estados Unidos, ninguém poderá ajudá-lo.
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As moradias possuem cobertores, lençóis e toalhas?

__Na maior parte das vezes, não.
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As moradias oferecidas pelos empregadores possuem fogão, geladeira, microondas e panelas?

__Algumas vezes sim. Caso não, um microondas novo pode ser encontrado por US$ 30 em um Wall Mart. Caso não haja um Wall Mart por perto, o estudante ainda pode procurar por uma venda de usados, onde um microondas pode custar até 10 dólares. Os valores são parecidos para um pequeno fogão elétrico. Já uma pequena geladeira nova pode ficar entre 120 e 150 dólares. Panelas saem por menos de 5 dólares.
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Como funciona a moradia num programa de intercâmbio?

__Embora a responsabilidade por providenciar moradia seja do estudante, a maioria dos empregadores de intercambistas lhes oferece uma opção de alojamento. Essas acomodações são sempre muito simples, podendo ser somente um quarto com colchonetes que ficam no chão. O estudante geralmente precisa dividir esse quarto com mais um intercambista. Se o estudante quiser morar na acomodação oferecida pelo empregador ele deverá pagar uma mensalidade que pode variar entre US$ 200 e US$ 450 mensais. A média fica entre US$ 220 e US$ 300.
__Se o intercambista não gostar da moradia ele pode alugar uma casa para morar com seus colegas de trabalho. Dividir uma casa com um grupo de cinco colegas custará praticamente o mesmo valor da moradia oferecida pelo empregador.
__O empregador Foxwoods Cassino é um exemplo de empresa que não oferece moradia aos seus empregados. Os intercambistas que trabalham lá se reúnem em grupos de até 9 colegas e dividem casas ou apartamentos. Essas casas geralmente não têm mobília e os moradores dormem em colchonetes que eles mesmos compram. De vez enquando, eles têm problemas com baratas. Ainda assim, o Foxwoods Cassino é um dos destinos preferidos dos estudantes.
__A questão da moradia é o que geralmente assusta os estudantes e pais de estudantes que planejam entrar num programa Work and Travel. O fato é que, uma vez nos Estados Unidos, os intercambistas não ligam para a moradia, pois passam o dia trabalhando, se divertindo e conhecendo lugares e pessoas.
__Clique aqui para ver uma foto de um quarto para empregado do Big Sky Resort.
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O que é I-94?

__É um dos documentos mais importantes para um intercambista.
__Quando o estudante estiver no avião para os Estados Unidos, ele vai receber um formulário que ele deverá preencher antes do pouso. Esse formulário é o I-94. Já no aeroporto americano, um oficial da imigração irá carimbar o I-94 e escrever nele o código "D/S", que significa "Duration of Status" e indica que o estudante pode ficar nos Estados Unidos até 1 mês depois de expirar o seu visto.
__Quando o estudante estiver voltando para o Brasil, ele deve devolver o I-94 no aeroporto. É devolvendo o I-94 que ele prova que está saiu dos Estados Unidos. Caso ele se esqueça de devolver o documento, ele precisará lidar com uma bela de uma burocracia quando voltar.
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Quais agências oferecem o programa Work and Travel?

__Uma lista com boa parte das agências que oferecem o programa Work and Travel pode ser vista no site da Belta: www.belta.org.br
__A Belta é uma associação de empresas das áreas de cursos, estágios e intercâmbio no exterior.
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Drogas em Big Sky

__Várias empresas nos Estados Unidos aplicam um teste antidrogas nos seus empregados antes de eles começarem suas atividades. Com os intercambistas não é diferente. Mas o Big Sky Resort não testa todos os empregados. O teste só ocorre se o chefe de algum departamento desconfiar do comportamento de algum de seus subordinados.
__Boa parte dos empregados americanos e estrangeiros chega em Big Sky em dezembro. Nesse mês, o consumo de drogas ainda é tímido. De janeiro para frente, a coisa cresce rapidamente. Talvez a explicação para isso seja a orientação pela qual todos os empregados têm que passar no primeiro mês de trabalho.
__Essa orientação ocorre num auditório e comparecem entre 20 e 40 empregados por apresentação. Um especialista em segurança do trabalho fala sobre o tema por 20 minutos. Então a gerente de recursos humanos toma a palavra para falar sobre políticas de contratação e sobre drogas. Ela diz:
__-Caso o chefe de algum de vocês queira submetê-los ao teste antidrogas e vocês realmente tiverem usado qualquer droga nos últimos dias, eu recomendo não fazer o teste. Se você fizer o teste e der positivo, você não vai mais poder trabalhar aqui no Big Sky nos próximos anos. Já se você não fizer o teste, não haverá provas contra você. Você será demitido, mas eu poderei contratá-los novamente no futuro. Basta que vocês entrem em contato comigo, ok?
__Se a gerente de recursos humanos vem com uma dessas na primeira orientação pela qual os empregados têm que passar, a carta branca para o consumo está dada, não está?
__Do meio de janeiro para frente já se pode sentir o cheiro de maconha nos corredores do Golden Eagle e do Mountain Lodge. Colegas saem dos quartos com os olhos vermelhos como tomate.
__Certo dia, eu e o João fomos ao escritório daquela mesma gerente de recursos humanos para pedir um aumento. Ela disse que não teríamos o aumento mas que não precisávamos nos preocupar com dinheiro, já que tantos empregados estavam tendo que voltar para casa antes do programado e nós poderíamos assumir suas posições em breve, ganhando 50% mais por hora trabalhada por serem horas extras.
__-Rapazes, vocês não acreditam! Ontem, tivemos que demitir sete empregados que estavam fumando maconha no hotel.
__Começam as reclamações dos visitantes lá pelo fim de fevereiro. Um dos hóspedes do hotel se diz indignado por ver um consumo tão escancarado por parte dos empregados. Disse que se sentiu constrangido ao se aproximar do teleférico com seu filho pequeno e sentir um cheiro tão forte de maconha. Ele disse ter pedido explicações para um dos empregados, que foi muito franco com ele e lhe disse que a droga no resort era "liberada". Mas foi ao subir no teleférico que ele pensou se deveria voltar ao resort algum dia. Ele disse ter pensado: "e se os operadores desse teleférico estiverem sob efeito de narcóticos? O que poderia acontecer?
__Ao se fazer essa pergunta, ele acertou com a pizza bem na lingüiça. Os sete empregados demitidos por fumar maconha no hotel eram quase todos operadores de teleférico. Ele ainda disse ter andado pelo resort e ter passado por empregados visivelmente drogados. Não era exagero. Andava freqüentemente pelo resort um faxineiro de 21 anos cujo esforço para parecer sóbrio só tornava sua situação mais ridícula. Uma pena eu não ter tirado uma foto do seu rosto para colocar aqui no blog. Inútil tentar descrever.
__Perguntei a uma colega de trabalho americana de onde é que vinha tanta droga, e ela me dizia que vinha de Bozeman. Mas será que cada trabalhador visitava a cidade e trazia seu próprio estoque?
__Creio que não. Um dos alojamentos para trabalhadores era um hotel onde os empregados deveriam pagar 12 dólares/dia por quarto. Se um morador desse hotel quisesse um cigarro de maconha entregue na sua porta, não era necessário muito esforço. Bastava usar o telefone e chamar a recepção. Um Front Desk vendia drogas ali mesmo.
__Havia até gente viciada em gás de chantili. Já ouviram falar dessa? Sabem aquelas garrafinhas de chantili que parecem spray? O cara conseguia apertar o botão sem deixar sair o chantili, só deixando sair o gás que serviria para dar a pressão, e ele gostava de respirar o negócio e fumar maconha ao mesmo tempo.


segunda-feira, 14 de maio de 2007

É possível participar de um programa Work and Travel usando o visto H2B, de 9 meses, ao invés do J1, de 4 meses?

__Sim. Mas esse programa custa bem mais.
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É possível mudar o visto J1 para visto H2B quando se está nos Estados Unidos?

__Não. É preciso voltar ao Brasil e iniciar um processo parecido com o processo de obtenção do J1.
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O que é um visto H2B?

__É um visto que permite que o intercambista trabalhe 9 meses ao invés dos 4 meses do visto J1.
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É possível extender o período de trabalho?

__Não. Se o intercambista quiser passar mais tempo nos Estados Unidos, ele deverá voltar ao Brasil e repetir todo o processo que realizou para viajar pela primeira vez.
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O intercambista pode trabalhar no último mês, quando ele tem direito a fazer turismo?

__Não. O seu visto, chamado J1, estará expirado no meio de abril e, depois disso, o estudante só poderá viajar.
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O intercambista volta dos Estados Unidos com o inglês fluente?

__O inglês do estudante melhora durante um período de trabalho de quatro meses nos Estados Unidos. Mas, em muitos casos, essa melhora é quase nula. Isso porque muitos intercambistas trabalham em atividades que não envolve qualquer interação com americanos. Isso acontece, por exemplo, quando um brasileiro trabalha numa cozinha com vários outros brasileiros e latino-americanos.
__Uma forma de se compensar um emprego onde não se fala inglês seria socializar-se com americanos depois do trabalho, algo que pode não ser tão fácil de se fazer. A presença latino-americana é muito forte nas empresas que empregam intercambistas e você não vai empurrar seus conhecidos brasileiros quando eles vierem conversar com você, não é mesmo? Brasileiros e latino-americanos estarão em todas as festas e bares e a chance de um intercambista brasileiro se socializar com eles ao invés de se socializar com americanos é grande.
__Se a sua meta é adquirir fluência no inglês, é bom já chegar nos Estados Unidos com uma boa bagagem, o que facilita a aproximação com os americanos com quem você conviver. Também é bom tentar um emprego no qual você será obrigado a se virar com a língua, como é o caso das posições de Front Desk (atendente do balcão principal de hotel), Concierge (responsável por informar os hóspedes dos hotéis sobre os principais eventos que se passam num resort) e posições de caixa em geral.
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Qual o nível de inglês necessário para se participar de um programa Work and Travel?

__Básico. Os empregadores americanos oferecem posições onde não se precisa falar inglês, como é o caso das posições de cozinheiro.
__Detalhe: no processo de obtenção do visto os estudantes precisam conversar com entrevistadores do consulado americano. Alguns entrevistadores negam o visto quando percebem que o inglês do estudante é básico. Outros entrevistadores conversarão com os estudantes em português e nem perceberão qual é o seu nível de inglês.
__Aperfeiçoar o inglês em algum curso antes da viagem é recomendável, tanto para diminuir as chances de se ter o visto negado no consulado quanto para tornar mais fácil a socialização nos Estados Unidos.
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É possível recuperar o valor investido no programa?

__Sim, é possível, mas não é fácil.
__Conversei com muitos intercambistas antes de visitar os EUA e boa parte deles me disse ter recuperado o valor pago no programa. Recuperar os US$ 2100,00 pagos à agência de intercâmbio realmente não é o maior dos desafios. Meu gasto médio durante os meus quatro meses de trabalho foi de US$ 14,00 por dia, desconsiderando os US$ 500,00 que paguei em um Notebook. Se eu tivesse mantido apenas meu emprego de vendedor de ingressos - Ticket Sales Clerk - eu já teria recuperado esse valor, mas não teria recuperado todo o valor gasto no programa com documentos, taxas e a viagem para o consulado em São Paulo.
__Para recuperar todo o valor eu trabalhei entre 64 e 80 horas por semana nos últimos dois meses em três empregos diferentes.
__Ter dois empregos na mesma empresa pode facilitar muito a recuperação do investimento, pois cada hora trabalhada depois de 40 horas por semana vale 50% mais. Eu abri mão dessa possibilidade por ter conseguido um emprego numa segunda empresa, onde eu não recebia horas extras, mas falava inglês o dia inteiro, o que me ajudava na minha meta de voltar dos Estados Unidos falando inglês fluentemente.
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Quanto custa um programa Work and Travel?

__O preço varia em torno de US$ 2100,00, inclusos o seguro saúde pelo período de quatro meses, as passagens internacionais de ida e volta, a colocação numa empresa nos Estados Unidos, assessoria na obtenção do visto e orientações gerais. Eu paguei o preço de US$ 2085,00, onde estava incluso também um curso de inglês online voltado para o programa.
__Não estão inclusas as taxas para a obtenção do visto nem os gastos com quaisquer documentos que o intercambista precise providenciar, como passaporte, certidões e cópias de certidões, atestados médicos etc.
__O preço cobrado pelas agências de intercâmbio somado aos gastos com todos os documentos, passagens internas para visitar o consulado americano em São Paulo e passagens dentro dos Estados Unidos chega a 8 mil reais.
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É comum ter o visto negado?

__As agências dizem que entre 2% e 5% dos pedidos de visto são negados e que essa porcentagem representa o número de estudantes maiores de 28 anos, os que têm nível de inglês muito baixo, os que tiveram problemas com documentação ou com a lei na última viagem aos Estados Unidos e os que não conseguiram comprovar renda alta o suficiente dos seus responsáveis financeiros.

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O que dificulta a obtenção do visto?

__As agências afirmam que o consulado tende a facilitar a obtenção do visto para os estudantes mais novos. O programa é direcionado aos estudantes entre 18 e 28 anos.
__O consulado quer ter certeza de que o intercambista poderá se sustentar nos Estados Unidos caso ele perca seu emprego. Por isso, o estudante precisa apresentar ao consulado a renda dos seus responsáveis financeiros. Quanto menor o número de responsáveis financeiros e quanto maior for a renda de cada um deles, melhor. O ideal é que a renda de cada um dos responsáveis financeiros seja de pelo menos 3 mil reais mensais, e que esses responsáveis sejam parentes próximos, de preferência pai e mãe. Se a renda de cada um dos pais não atingir esse valor, o intercambista pode apresentar a renda de algum outro parente próximo. A renda deverá ser comprovada através de declaração de imposto de renda, contracheque e extrato bancário de três meses consecutivos.
__É importante que o intercambista mostre ao consulado que ele estuda em período integral na sua faculdade. Comprovantes de matrícula que mostrem que o estudante está estudando poucas disciplinas diminuem as chances de se obter o visto, mas deixar de apresentar o comprovante levará fatalmente a um visto negado. Muitos estudantes que não estudam em período integral resolvem o problema apresentando comprovantes de matrícula que não mostram quantas disciplinas estão sendo cursadas.
__No caso de estudantes de cursos noturnos, estudar cinco disciplinas ao logo de toda a semana é suficiente.
__A razão de o consulado querer certificar-se de que o intercambista estuda em período integral é permitir que entrem nos Estados Unidos somente estudantes que não queiram ficar ilegamente por lá. Estar matriculado em várias disciplinas numa universidade é indício de que o estudante tem um forte vínculo com o Brasil e vai voltar ao seu país.
__Quanto melhor o inglês do estudante, menor é a chance de ele ter seu visto negado.
__Se o estudante já teve um visto negado para os Estados Unidos no passado, suas chances de conseguir o visto numa próxima tentativa também diminuem.
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Como é o processo de obtenção do visto?

__A agência de intercâmbio entrega ao estudante uma lista de documentos que ele deverá apresentar ao consulado. O consulado determinará uma data para receber o estudante, entrevistá-lo e checar esses documentos.
__É difícil saber o que esperar dos entrevistadores. Algumas vezes eles só checam os documentos e nem fazem qualquer pergunta. Em outras vezes, os estudantes têm que falar e falar por mais de quatro minutos. Essa conversa pode ser em inglês ou em português.
__Ao falar com qualquer entrevistador, tenha sempre em mente que ele não lhe concederá o visto se entender que a sua intenção é morar ilegalmente nos Estados Unidos. É preciso responder suas perguntas deixando bem claro que a sua intenção é voltar ao Brasil para continuar seus estudos depois de terminar seu intercâmbio.
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A agência garante a obtenção do visto?

__Não. O visto é concedido pelo consulado americano ao seu próprio critério. A agência apenas assessora o intercambista na preparação de documentos.
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O que faz uma agência de intercâmbio?

__Ela promove feiras de empregos onde empresas americanas contratam estudantes de diversos países. A agência também assessora o intercambista em todo o processo necessário à obtenção do visto.
__A agência ainda oferece apoio psicológico e orientação pré-embarque.
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As agências podem reembolsar o intercambista pelo tempo que ele ficar sem emprego nos EUA?

__Não. O papel da agência é colocar em contato os empregadores americanos e os estudantes brasileiros. Ela presta o serviço de garantir uma colocação para o intercambista antes de ele sair do Brasil, mas a agência não é obrigada a manter o estudante empregado. Mesmo assim, caso o estudante perca o seu emprego, a agência o ajudará a encontrar uma nova posição em outra empresa.
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Se o intercambista for demitido, ele é obrigado a voltar ao Brasil?

__Em alguns casos, sim.
__Quando o estudante chega nos Estados Unidos, ele deve apresentar a um oficial da imigração, que estará aguardando por ele no aeroporto, um documento chamado I-94. Nesse documento, o oficial escreverá D/S, que significa Duration of Status. Isso significa que o estudante pode ficar nos Estados Unidos até terminar o seu programa de intercâmbio, e quem define esse período é uma organização americana. O período padrão é 5 meses, sendo 4 de trabalho e 1 de turismo. Essa organização americana pode, porém, diminuir esse período se tiver um motivo para isso. Se o estudante se envolver em brigas, for pego dirigindo alcoolizado ou for demitido por consumo de drogas ou por qualquer desrespeito à lei, a organização americana pode solicitar a sua volta imediata ao Brasil. Caso isso aconteça, o estudante é intimado a sair do país e, se não o fizer, pode ser deportado.
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O que o intercambista deve fazer se perder o emprego?

__Contatar sua agência de intercâmbio no Brasil, que lhe ajudará a encontrar um novo emprego. A recolocação, porém, não é imediata, podendo levar semanas. Se isso acontecer, as chances de o intercambista recuperar o investimento diminuem bastante.
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O emprego do intercambista é garantido até o final do período permitido de trabalho?

__De forma alguma. O empregador americano pode dispensar o intercambista a qualquer momento.
__No Big Sky Resort, por exemplo, pelo menos sete empregados foram demitidos por terem sido flagrados fumando maconha dentro do resort no inverno de 2007.
__O que acontece com alguma freqüencia é a estação de esqui sofrer por falta de neve e, conseqüentemente, ficar sem visitantes. Nesse caso, o empregador fatalmente dispensará boa parte dos intercambistas contratados.
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Quantas horas por semana trabalha um intercambista nos Estados Unidos

__Entre 30 e 40 horas semanais.
__Muitos resorts e cassinos sofrem a falta de empregados a partir do mês de março, quando boa parte dos intercambistas volta para o Brasil para continuar os estudos. Quando isso acontece, os intercambistas que permanecem nos Estados Unidos têm a oportunidade de trabalhar mais horas por semana. Passando de 40 horas semanais ele terá direito a receber 50% mais por hora trabalhada. Nessa época do ano, também é possível conseguir um segundo emprego em empresas próximas ao empregador principal.
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Quanto recebe um intercambista nos Estados Unidos?

__O pagamento mínimo nos Estados Unidos é US$ 5,15/hora. Esse valor varia de Estado para Estado. No resort onde eu trabalhei, o Big Sky Resort, o pagamento mínimo era US$ 7.25/hora.
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Que tipo de trabalho o programa Work and Travel oferece?

__Os intercambistas trabalham em estações de esqui, cassinos, hotéis, lojas de conveniência e em resorts em posições de caixa, recepcionista, camareiro, cozinheiro, ajudante de garçom, segurança, faxineiro e empregos semelhantes.
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O que é um programa Work and Travel?

__É um programa de trabalho temporário no exterior para universitários. Os participantes embarcam para os Estados Unidos no começo do período de férias da faculdade e podem trabalhar por quatro meses. Além do período de trabalho, os estudantes têm um mês para viajar pelo país.
__Nesse programa, o viajante tem mais chances de interagir e aprender com pessoas de outros países e culturas do que numa simples viagem de turismo, já que ele vai trabalhar e viver a rotina local.
__Uma das principais vantagens desse programa é a possibilidade de recuperar a maior parte do investimento feito no intercâmbio.
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domingo, 13 de maio de 2007

A expressão "I'm late"

__Eu assistia a um seriado chamado "Desperate Housewives" quando uma das personagens chegou para seu namorado e disse:
__-I'm late.
__Depois que ela disse isso, os dois se olharam e uma música de clima tenso tocou, daquelas que se toca numa novela da Globo quando uma personagem dá uma notícia bombástica à sua família ou ao seu ficante adolescente, algo como "eu estou grávida".
__É justamente disso que a expressão "I'm late" se trata. Uma mulher diz "I'm late" quando sua menstruação está atrasada. No caso do seriado, a personagem estava dizendo que poderia estar esperando um bebê.
__Portanto, intercambistas homens, quando vocês estiverem aqui nos EUA e uma conhecida americana disser "I'm late", saiba que ela não estará se desculpando por ter chegado atrasada ao encontro que vocês marcaram. Ela estará dizendo que vocês dois não curtiram o intercâmbio com a proteção devida.