segunda-feira, 7 de maio de 2007

Congelando

__No dia 7 de janeiro, depois de tomar-chimarrão paraguaio pela segunda vez, fui trabalhar checando ingressos a céu aberto.

Base do teleférico onde eu checava os ingressos

__Eu estava vestido com três calças, sendo uma térmica; uma bota impermeável, um par de meias térmicas, duas blusas de lã e duas jaquetas, uma camisa de mangas longas e uma camiseta térmica, um par de luvas, um protetor de pescoço e uma toca. Mesmo assim, o frio estava me congelando. Apenas trinta minutos depois de começar a trabalhar, as botas e as meias especiais já não ajudavam. Eu sentia a dor de estar pisando diretamente no gelo. As costas também começavam a doer depois de algum tempo, pois eu trabalhava com o corpo encolhido e levemente inclinado para frente. Dessa forma, eu me sentia um pouco menos exposto ao frio.
__Depois da primeira hora de trabalho, eu e meu colega Bruno não podíamos mais agüentar aquela temperatura.
__-Renan, entra lá no mall. Entra lá, fica dez minutos e depois vou eu.
__Assim nos revezamos até 1:30 da tarde, quando eu fui embora com uma baita dor nas costas. Como esse não era meu emprego principal, eu podia ir embora a hora que quisesse.
__O empregado que trabalha checando ingressos não precisa pagar pela sua moradia, o que garante uma economia de mais de 800 dólares em quatro meses. Lembre-se disso se você for tentar um emprego no Big Sky no próximo inverno. Mas lembre-se também de que o frio que você vai passar fazendo esse tipo de serviço pode ser desesperador!

Um comentário:

Rojane disse...

Quando tu me falou ao telefone sobre este dia(este frio), fiquei uns dias pensativa(diria que triste, pois como mãe não queria ver meu filho sofrer. Seja de tristeza, decepção, dores, dor física, dor de alma, dor de dente e até mesmo dor de frio...rs)...
...que você não tenha mais nenhuma dor em tua vida filhão.
Amo vc Renan.