terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Imigração

____Saindo do avião, passamos por um corredor e chegamos num saguão, onde deveríamos aguardar numa fila para falar pela primeira vez com uma oficial da imigração, uma senhora que aparentava uns cinqüenta anos, magra, de cabelo curto e bem escuro. Havia umas quatro pessoas na minha frente. A oficial da imigração ficava num balcão, parecido com um caixa de supermercado. Ali, ela checava o passaporte, o DS2019 (documento que permite que trabalhemos nos EUA) e o I94, o formulário que preenchêramos no avião.
____Do meu lado, havia uma televisão pendurada no teto, que sintonizava um canal de notícias, do tipo da Band News. Um homem falava sobre os acontecimentos do dia, enquanto notícias em escrito iam passando logo abaixo. Tive que rir quando li a notícia em destaque: "a brasileira Daiane dos Santos leva a medalha de ouro".
____A agência de intercâmbio sempre nos deu a dica de fugir dos brasileiros e das coisas brasileiras quando estivéssemos nos EUA, caso quiséssemos ter uma verdadeira inserção na cultura americana. Mas assim fica difícil! Assim que entro no aeroporto e olho para uma televisão, lá está uma notícia sobre a nossa brasileirinha! "Alguém pode desligar essa televisão, por favor? Eu vim para os EUA pra conhecer os EUA, não pra ficar vendo notícia do Brasil".
____Duas trabalhadoras vão orientando os passageiros que chegam a entrar na fila ou passar direto, conforme a nacionalidade. Elas são enérgicas, um tanto grossas. Mas a oficial da imigração que conferia os documentos era muito simpática. Quando chegou minha vez de ter os documentos checados, ela perguntou o que eu estava fazendo nos EUA, desejou boa sorte, sorriu bastante, checou os papéis e se despediu.
____Caminhei com a Fernanda em direção ao próximo balcão da Delta, onde achávamos que deveríamos fazer um check in novamente. No caminho, passamos por dois outros trabalhadores. Um deles, um gordinho louro de cabelo curto, me pede para ver o I94. Quando ele pediu esse documento, não entendi muito bem, e pedi que repetisse. Ele repetiu, bem grosso e nervoso, mas com a voz baixa.
____Seguimos em direção ao balcão da Delta. Descobrimos que não precisamos fazer o check in. Só tínhamos que passar nossa bagagem de mão por um detector de metais, deixar pastas ou líquidos que tivéssemos carregando e, por alguma razão, tirar os sapatos e também passá-los pelo detector. As funcionárias que nos orientavam também eram bem enérgicas, um tanto grossas.
____Terminada a "batida geral", embarcamos! Não passamos nem 25 minutos na imigração, nem perdemos a conexão, como temíamos perder.

4 comentários:

Verônica... disse...

Olá Renam, que prazer poder conhecer uma pessoa tão inteligente e tão centrada como você. Espero poder continuar com seu contato e trocar experiências contigo. Vai ser muito bacana.
Acesseo meu blog tbm qdo puder. Li seu email e já o respondi tbm.

marcelo disse...

ESTOU ACOMPANHANDO A SUA SAGA TENHO PLANOS DE IR PARA A AMERICA TB TE DESEJO FELICIDADES VLW

Rojane disse...

Bah!!! até entendo a atitude dos Americanos. Mas não com o meu filho....rs
Saudades filho, Amo vc.

Diego disse...

Oi!
Eu achei o teu blog numa comunidade sobre intercâmbio, e bem, eu irei fazer intercâmbio pros EUA em agosto deste ano, e gostaria de fazer umas perguntas pra você.
Tens msn? o meu é dhyehen@msn.com
hehe
achei surpreendente a história do visto!
hehe
abraços