quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Dicas

Mais algumas dicas para quem pretende participar de um programa Work and Travel:

-Demonstrar entusiasmo nas feiras: na hora da contratação, os empregadores dão preferência àqueles que demonstram entusiasmo. É importante trabalhar a postura com bastante antecedência. Freqüentemente, o estudante se decepciona por não ter conseguido transmitir segurança e simpatia durante a entrevista (acredito que eu não passei uma imagem positiva na segunda entrevista).

Além disso, ser uma pessoa entusiasmada será fundamental tanto para conseguir quanto para manter um bom trabalho, no Brasil e em qualquer lugar.

-Buscar informação: antes de assinar um contrato com a agência, pesquisar depoimentos sobre esse tipo de programa nas comunidades do orkut, onde o pessoal fala sobre suas decepções, angústias, problemas e tudo o mais. Assim, familiariza-se com muitos problemas que podem acontecer.

-Ser universitário: a razão para a obtenção do visto J1 através desse programa ser mais fácil é que o viajante é um estudante que tem vínculo com uma universidade brasileira, na qual entrou depois de um vestibular duro. Estar numa universidade é um indicativo de que o intercambista não pretende ficar ilegalmente nos EUA.

-Ser flexível durante todo o programa: flexibilidade é a chave para se participar de um programa Work and Travel, que envolve uma série de dificuldades. Em menos de 6 meses (algumas vezes, em menos de 2 meses), é preciso preencher dezenas de páginas de formulários, ler manuais, viajar para participar de feiras em outras cidades (essas viagens são por conta da agência de intercâmbio), viajar para receber orientações, participar de reuniões etc. Em toda essas atividades, é muito provável que várias coisas não saiam conforme o planejado. Não estar preparado para isso tornará o intercâmbio estressante.

-Respeitar a agência: dizia Sócrates que o ignorante sempre se queixa dos outros, enquanto o sábio sempre se queixa de si.

Muitas vezes, somos informados sobre as feiras um dia antes de ocorrerem. A agência de intercâmbio não tem controle sobre as datas das feiras. Os empregadores mudam suas datas de acordo com as necessidades deles. Essa é só uma das surpresas que o intercambista pode ter. A agência acaba carregando a cruz de culpada por todas as surpresas desagradáveis dos estudantes, sendo que ela não tem controle sobre tudo. Há outros tipos de programas para quem não tem disponibilidade de tempo e paciência para resolver os pequenos problemas que certamente aparecerão, antes e depois do embarque para os EUA.

-Ouvir os student advisers: ouvir é uma habilidade preciosa. Os student advisers, ex-intercambistas que trabalham na agência, alertam incansavelmente sobre todos os problemas que podem ocorrer. Mesmo assim, é comum ver os estudantes surpresos e revoltados em função desses problemas quando eles ocorrem. Prestar muita atenção a tudo o que os advisers dizem e ler atentamente o contrato evitará que o estudante se surpreenda com muita freqüência.

-Tenha um plano B para o caso de visto negado: visto negado é um obstáculo praticamente impossível de se contornar. Como é comum o estudante abandonar o emprego com antecedência para fazer o intercâmbio, é bom estar preparado para a decepção de não conseguir o visto. A própria agência pode oferecer uma viagem parecida para outro país.

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